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Quando uma certa variável demográfica é considerada dentro de um intervalo de tempo, obtém-se uma série temporal 1 ou série histórica 1. É possível decompor esta série histórica em uma tendência 2 que pode conter flutuações 3, variações 3, ou desvios 3 (141-2). Quando estas flutuações costumam ocorrer de maneira repetida de tempos em tempos, normalmente alguns anos, elas são denominadas flutuações cíclicas 4 ou flutuações periódicas 4. Em demografia, o período mais comum de organização dos dados é o ano e as flutuações que ocorrem em sub-períodos do ano são denominados flutuações sazonais 5. As demais flutuações que não são tendências cíclicas ou sazonais são denominadas flutuações residuais 6. Elas podem ocorrer devido a fatores excepcionais, tais como períodos de guerra, ou podem ainda se tratar de flutuações aleatórias 7 ou variações aleatórias 7.
- 3. Geralmente o termo variação pode ser utilizado para descrever a mudança em qualquer valor ou conjunto de valores.
- 4. Periódico, adj. - periodo, s.m. - periodicidade, s.f. cíclico, adj. - ciclo, s.m.
- 7. Aleatório, adj.: sob a influência do acaso (cf. 161-1).
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É desejável que se substitua os números de uma série de modo a atingir uma seqüência mais regular de valores. Este procedimento é conhecido como suavização 1 e geralmente consiste em traçar uma curva que seja mais regular pelos pontos de uma série de dados primários, por exemplo a distribuição de pessoas segundo a idade declarada. Quando essa curva é traçada de modo visual ou à mão-livre, o procedimento é denominado suavização gráfica 2. Quando são utilizados métodos matemáticos, é denominado ajuste de curva 3. Os dados podem ser ajustados matematicamente a uma curva segundo o método dos mínimos quadrados 4, que minimiza a soma dos quadrados das diferenças entre a série primitiva e a regularizada. Outros métodos podem utilizar médias móveis 5 ou o cálculo das diferenças finitas 6. Alguns destes procedimentos podem ser utilizados para a interpolação 7, ou seja, para estimar os valores de uma série de pontos em um dado intervalo conhecido, ou para a extrapoção 8, que é a estimativa de valores que se encontram fora dos pontos conhecidos do intervalo.
- 1. Suavização, s.f. - suavizar, v. - suavizado, adj.
- 7. Interpolação, s.f. - interpolar, v. - interpolado, adj.
- 8. Extrapolação, s.f. - extrapolar, v. - extrapolado, adj.
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Muitas vezes é necessário regularizar a distribuição para corrigir a tendência que as pessoas têm de dar respostas em números arredondados 1. A preferência digital 2 é freqüente quando se observa a distribuição por idade, refletindo a tendência que as pessoas têm em responder essa pergunta por idades expressas em valores terminados por zero, cinco ou outros dígitos preferenciais. A preferência digital por idade 3 é medida por meio de índices de preferência digital 4.
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Os valores numéricos das funções demográficas geralmente são apresentados em forma de tabelas 1, tais como as tábuas de vida ou tábuas de mortalidade (431-1) e tábuas de fecundidade (633-9) ou tábuas de nupcialidade (522-1). É feita uma distinção entre as tábuas de ano-calendário 2 ou tábuas de período 2 que se baseam em observações coletadas ao longo de um período limitado de tempo, e as tábuas de coorte 3 ou tábuas de geração 3, que se atêm às experiências de uma geração ao longo de sua vida. Uma tábua de múltiplo decremento 4 apresenta os efeitos simultâneos de um conjunto de eventos não-renováveis, tais como os efeitos do primeiro casamento e um óbito em uma população. A mais utilizada é a tábua de duplo decremento 4.
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Quando os dados existentes não são suficientes para estabelecer uma precisão em termos de uma variável é possível estimar 1 tal valor. Este procedimento é denominado estimação 2 e o resultado derivado é denominado estimativa 3. Quando os dados são praticamente inexistentes podemos nos valer de conjunturas 4 para estabelecer a ordem de grandeza 5 de uma variável.
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Alguns métodos podem ser utilizados para a representação gráfica 1 de um argumento. Os dados podem ser apresentados em forma de figura 2, gráfico 2, diagrama 2 ou mapa 3. Uma representação esquemática das relações entre variáveis é freqüentemente denominada diagrama 4, como por exemplo o Diagrama de Lexis (cf. 437-). Um gráfico em que um dos eixos é colocado em escala logarítmica e o outro eixo permanece em escala aritmética é denominado gráfico semi-logarítmico 5. Normalmente este tipo de gráfico é, de forma inapropriada, denominado gráfico logarítmico 5, pois um verdadeiro gráfico logarítmico tem os dois eixos em escala logarítmica, sendo, muitas vezes, denominado gráfico de escala logarítmica dupla 6. Uma distribuição de freqüência pode ser representada graficamente por um polígono de freqüência 7 obtido pela união dos pontos que representam as classes de freqüência com linhas retas, ou por histogramas 8, onde a freqüência de classe é representada pela área de um retângulo com o intervalo de classe como base, ou ainda por gráficos de barras 9, onde as classes de freqüência são proporcionais ao tamanho da barra do gráfico.
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